Dicas de Outubro de 2014

  • Almodovar

    Dica do Boris

    Restaurantes » São Paulo, SP, Brasil

    Passei muitas vezes em frente a esse endereço meio escondidinho em plena rua dos Pinheiros sem ao menos notar que se tratava de um restaurante. Pequeno, aconchegante e com uma decoração que tem tudo a ver com o seu nome, o Almodovar não decepciona. Você pode partir para um jantar ou só ‘’tapear’’. Quando o cozinheiro tem boa mão tudo sai gostoso. Relaxe com um bom vinho ou mesmo com uma sangria e sinta os sabores de Espanha.

    Tel: (11) 3062-4455
    Rua: dos Pinheiros, 274 - Pinheiros.
    São Paulo
    reservas@restaurantealmodovar.com.br

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  • Petra

    Dica do Boris

    Destinos » Ruínas, Jordânia

    Como descrever a sensação de andar 30 minutos a cavalo por um estreito desfiladeiro cujas paredes crescem em direção ao azul do céu? Como descrever a primeira impressão, quando finalmente surge no final do desfiladeiro, um templo rosado esculpido na rocha, como que fazendo parte da montanha? Como descrever, um pouco adiante a imensidão do espaço que se abre ante seus olhos, rodeado de templos, palácios, tumbas e cavernas, todos esculpidos nas montanhas e ostentando um degrade de tons que dariam inveja a paleta de qualquer artista?
    Petra é indescritível. Desde o momento em que penetramos no desfiladeiro e desembocamos no “Tesouro” (uma tumba nabatea redecorada com colunas romanas) até quando, ao sair pelo mesmo desfiladeiro levando como última imagem a beleza e a grandiosidade do “Tesouro”, sentimos o peso das diferentes civilizações, nabatea, romana, e bizantina que contribuíram para criar esta que é, sem dúvida, uma das maravilhas do mundo.
    Os nabateus eram árabes nômades que viviam na região norte da atual Arábia Saudita. Acredita-se que chegaram ao sul da Jordânia entre os séculos VII e VI A.C.
    Gradativamente os habitantes da região, os edomitas (do reino de Edom, mencionado no antigo testamento), foram se deslocando para oeste, cedendo lugar aos nabateus, que já no século IV A.C. estavam solidamente estabelecidos na região.
    No início, Petra era apenas um refúgio temporário para as tribos nômades. Mas com o tempo, a partir de algumas cavernas, fáceis de defender, os nabateus criaram uma cidade fortaleza.
    No século II A.C., Petra era a capital do Reino Nabateo, englobando uma área que se estendia por aproximadamente 10 kms quadrados. A prosperidade crescente dos nabateos teve muito a ver com a segurança que Petra oferecia e com sua posição privilegiada e estratégica na rota das caravanas. Devido ao seu abundante suprimento de água, a cidade se transformou num ponto de parada obrigatória de caravanas e consequentemente num entreposto de intercambio de mercadorias exóticas de todo o mundo. Seus habitantes enriqueceram devido aos impostos sobre as mercadorias que passavam pela cidade, em troca dos quais ofereciam segurança contra as tribos nômades.
    O apogeu do reino nabateo ocorreu no século I D.C. quando Petra teria cerca de 30.000 habitantes, sem contar os arredores. Neste momento, Roma não podia mais ignorar o constante desafio à sua soberania e poder. No ano 64 a.C., Pompeu já tinha chegado a região com suas legiões e iniciado o trabalho de criar a Decápolis, uma liga de dez cidades estado, para tentar frear a expansão nabatea. Em 106 D.C. os romanos anexaram o reino nabateo à província da Arábia. A partir de então, muitas mudanças começaram a ocorrer em Petra que gradativamente foi adquirindo uma aparência mais romana.
    No século IV D.C., com a expansão do cristianismo, alguns dos edifícios pagãos foram transformados em igrejas. Não existem dados posteriores ao século IV, mas sabe-se que umas séries de terremotos destroçaram a cidade, sendo que o fatal ocorreu em meados do século VIII. Existem algumas referencias sobre a região de Petra entre os séculos XII e XV como um ponto de parada para caravanas.
    Nos séculos seguintes, foi habitada por beduínos e seus rebanhos.
    Passar pelo desfiladeiro e admirar o “Tesouro” é apenas a primeira etapa da aventura que é descobrir Petra. Seguindo adiante, o desfiladeiro vai se abrindo, oferecendo de ambos os lados uma série de tumbas, habitações e templos, até chegar ao teatro, passando pela assim chamada rua das fachadas. O teatro, construído pelos nabateos e posteriormente ampliado pelos romanos podia acomodar 7.000 pessoas. A partir do teatro, um caminho de escadas leva até as tumbas reais (as mais impressionantes dentre as 500 tumbas existentes em Petra). Deste ponto, tem-se uma ampla vista sobre o que era o centro da cidade, com ruínas de uma fonte, da rua das colunas, do templo do leão alado, da porta monumental e do templo Qasr Al Bint (a única construção de pedra que continua em pé). É daqui que deixando nossa imaginação trabalhar, “sentimos” a grandiosidade dos povos que andaram por estas regiões e perpetuaram sua história esculpindo as montanhas que os cercavam.
    Continuando por mais uns 40 minutos de escalada, imaginamos o povo subindo ao “Lugar Alto de Sacrifício”. É por este caminho que subiam as procissões para homenagear seus deuses e trazer suas oferendas. A caminhada é puxada, mas chegando lá, você estará no lugar “sagrado” mais bem conservado do mundo antigo.
    Estes são os monumentos principais que podem ser vistos numa visita de um dia. Seguramente Petra merece mais um dia para apreciar outras obras primas como o templo do jardim, a fonte do leão, a tumba do soldado romano, a tumba do renascimento a eremita e o fantástico monastério Al Deir (prepare-se para uma fatigante subida de aproximadamente uma hora)
    Até hoje, Petra ainda faz parte do domínio dos beduínos que estarão esperando os visitantes com seus cavalos e camelos para conduzi-los pela fantástica viagem através da cidade rosada.

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    Ruínas

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